Rio de Janeiro: PF deflagra operação e investiga ex-governador hoje
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, a Operação Sem Refino e colocou o Rio de Janeiro no centro de uma nova frente investigativa.
O ex-governador Cláudio Castro foi alvo de busca e apreensão. O empresário Ricardo Magro, dono da Refit, também entrou no foco da ação.
Segundo a PF, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 7 afastamentos de função pública em Rio, São Paulo e Distrito Federal.
O que este artigo aborda:
- O que a Operação Sem Refino investiga
- Cláudio Castro e Ricardo Magro no centro do caso
- Impacto político e próximos passos
O que a Operação Sem Refino investiga
A investigação mira um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, no âmbito da ADPF 635, segundo os comunicados oficiais divulgados nesta sexta-feira.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
De acordo com a Receita Federal, houve apoio técnico ao cumprimento da operação, que também apura possíveis fraudes fiscais ligadas ao grupo empresarial.
- 17 mandados de busca e apreensão
- 7 afastamentos de função pública
- R$ 52 bilhões em ativos bloqueados
Cláudio Castro e Ricardo Magro no centro do caso
A Agência Brasil informou que Cláudio Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão e que Ricardo Magro teve prisão preventiva decretada.
Magro comanda o grupo Refit, ligado à antiga Refinaria de Manguinhos, nome recorrente em disputas tributárias no estado do Rio.
A PF informou também que um dos investigados foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional para localização de foragidos.
Em nota, a defesa de Castro disse ter sido surpreendida pela operação e afirmou que o ex-governador está à disposição da Justiça.
- A PF abriu a ofensiva na manhã desta sexta-feira
- As buscas atingiram endereços no Rio, em São Paulo e no DF
- As defesas passaram a se manifestar ao longo do dia
Impacto político e próximos passos
O caso amplia a crise política fluminense num momento de transição institucional e forte judicialização da sucessão estadual em 2026.
Em cobertura desta sexta, a CNN Brasil destacou que Alexandre de Moraes autorizou a ação e que Castro também foi incluído entre os alvos.
Até agora, não houve condenação dos citados. A apuração está em fase de coleta de provas, análise documental e rastreamento patrimonial.
Para o Rio de Janeiro, o efeito imediato é político: a operação recoloca suspeitas sobre a relação entre poder público, incentivos fiscais e o setor de combustíveis.
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