sábado, 30 de maio de 2026

Rio de Janeiro aprova lei que reduz ICMS nas importações para 4%

marcelomneves@gmail.com
[email protected] 1 semana atrás - 3 minutos de leitura
Rio de Janeiro aprova lei que reduz ICMS nas importações para 4%
Rio de Janeiro aprova lei que reduz ICMS nas importações para 4%
Publicado por [email protected] em 22 de maio de 2026 às 19:03. Atualizado em 22 de maio de 2026 às 19:03.

O governo do Rio de Janeiro sancionou nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, a lei que cria o Rio Comex, novo regime tributário voltado ao comércio exterior.

A medida foi assinada pelo governador em exercício Ricardo Couto e mira um ponto sensível da economia fluminense: a perda de competitividade para outros estados na atração de importações.

Segundo o texto oficial, o programa pode reduzir a carga efetiva de ICMS nas importações para 4%, a depender da operação enquadrada.

O que este artigo aborda:

O que muda com a criação do Rio Comex

De acordo com a lei sancionada em 21 de maio de 2026, o estado poderá conceder crédito presumido de até 70% nas operações interestaduais.

Nas operações internas, esse percentual pode chegar a 75%, além da redução da base de cálculo do imposto em situações previstas pela nova norma.

O benefício vale até 31 de dezembro de 2032, prazo definido pelo governo para dar previsibilidade a empresas de logística, tradings e importadores.

  • Crédito presumido de até 70% no ICMS interestadual
  • Crédito de até 75% em operações internas
  • Possibilidade de carga efetiva de 4% na importação
  • Vigência prevista até o fim de 2032

Setores e objetivo econômico do projeto

A expectativa oficial é ampliar operações em segmentos como eletrônicos, medicamentos e alimentos, além de insumos industriais usados na fabricação de outros produtos.

O governo afirma que a nova política busca aproveitar melhor a estrutura logística fluminense, incluindo portos, aeroportos e a capacidade instalada ainda ociosa no estado.

Na justificativa do projeto, a gestão estadual sustenta que o Rio pode se tornar destino preferencial de operações de importação com a mudança tributária.

  • Mercadorias para comercialização direta
  • Matéria-prima para a indústria
  • Materiais intermediários e secundários
  • Operações ligadas à cadeia logística

Por que o tema ganhou urgência

O argumento central do Palácio Guanabara é que o Rio ficou para trás enquanto concorrentes diretos avançaram no comércio exterior nos últimos anos.

Segundo o governo, um estudo citado na sanção aponta que a movimentação de contêineres cresceu 6,2% ao ano em Espírito Santo e Santa Catarina entre 2010 e 2021.

No mesmo período, ainda segundo a justificativa oficial, o Rio teve alta de apenas 0,2%, desempenho usado como base para defender a mudança.

Além disso, o governo avalia que a reforma tributária pode favorecer estados consumidores. Nesse cenário, o Rio tenta se reposicionar antes da nova transição fiscal.

  1. Sancionar a lei
  2. Regulamentar o enquadramento das empresas
  3. Atrair novas operações de importação
  4. Expandir emprego e arrecadação no médio prazo

Em outra frente recente da economia estadual, o IBGE reuniu especialistas no Rio para debater indicadores nacionais, reforçando o peso do estado em agendas estratégicas.

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