Rio de Janeiro registra 1.242 mortes violentas em 2026, menor desde 1991
O Rio de Janeiro voltou ao centro do debate sobre segurança pública após nova divulgação do Instituto de Segurança Pública. O estado registrou 1.242 mortes violentas entre janeiro e abril de 2026.
Segundo o ISP, esse foi o menor patamar para o período desde 1991. A queda foi de 10,8% ante o mesmo recorte de 2025.
Os números foram detalhados em levantamento oficial divulgado pelo ISP em 19 de maio de 2026, com base nos registros lavrados pela Polícia Civil.
O que este artigo aborda:
- Queda histórica convive com alta em crimes patrimoniais
- Baixada lidera redução; outras regiões pressionam estatística
- Produtividade policial subiu no mesmo período
Queda histórica convive com alta em crimes patrimoniais
A redução atingiu também outros crimes contra a vida. Os homicídios dolosos somaram 924 vítimas no quadrimestre, com retração de 8,2%.
As mortes por intervenção de agente do Estado caíram 18%. Já os feminicídios recuaram para 27 vítimas no período, nove a menos que em 2025.
Mesmo assim, o cenário ficou longe de ser homogêneo. O mesmo boletim aponta avanço relevante em roubos de veículos e roubos de carga.
- Roubo de rua: 16.849 casos, queda de 20,4%
- Roubo de veículos: 10.313 casos, alta de 26,5%
- Roubo de carga: 1.378 casos, alta de 32,1%
Isso indica que a melhora nos crimes letais não eliminou pressões sobre mobilidade, logística e circulação urbana em áreas estratégicas do estado.
Baixada lidera redução; outras regiões pressionam estatística
A Baixada Fluminense teve a maior queda absoluta de mortes violentas. Foram 278 vítimas no quadrimestre, contra 400 no mesmo período do ano passado.
Na prática, isso representa recuo de 30,5% e ajuda a explicar parte importante do resultado estadual.
Em sentido oposto, Norte e Noroeste Fluminense registraram aumento. A região passou de 114 para 126 vítimas, avanço de 10,5%.
- Baixada Fluminense puxou a melhora geral
- Norte e Noroeste destoaram da tendência
- Roubos de veículos cresceram com força em áreas urbanas
Na área de Madureira, Campinho e Coelho Neto, por exemplo, os roubos de veículos subiram de 694 para 1.033 casos no acumulado.
Produtividade policial subiu no mesmo período
O ISP também apontou aumento em indicadores de repressão e recuperação patrimonial. Foram 2.244 armas apreendidas, incluindo 309 fuzis.
As forças de segurança ainda recuperaram 7.314 veículos e cumpriram 4.237 mandados de prisão entre janeiro e abril.
Em balanço anterior, o próprio instituto já havia mostrado o menor número de roubos de rua no primeiro trimestre em 21 anos, reforçando a tendência de queda em parte dos indicadores.
Para o estado, o desafio agora é sustentar a redução das mortes sem perder o controle sobre crimes patrimoniais, tema que segue pressionando o cotidiano fluminense e aparece entre as séries históricas abertas ao público.
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